O torcedor pode se preparar. A partir de quarta-feira, 18, a bola vai
rolar pelo Campeonato Baiano de 2012, que, por sinal, tem tudo para ser
bem interessante, no mínimo. Afinal, do norte ao sul da Bahia, do
interior à capital, do clube mais modesto aos mais tradicionais, o que
não faltam são elementos e motivos para fazer deste, com sobras, o
Baianão mais badalado do século até aqui.
A dupla Ba-Vi, por
exemplo, está cheia deles. Em boa parte, devido ao fato de o Bahia de
Feira ter conquistado o último campeonato. Por isso, tanto tricolores
quanto rubro-negros estão entrando no certame com ‘sangue nos olhos’
para retomar a hegemonia estadual. O Vitória, detentor de oito das
últimas dez taças, não quer ter ameaçado seu status de ‘Senhor’ máximo
do Campeonato Baiano neste novo milênio. Já o Bahia, recordista no total
com 43 conquistas, anseia acabar com o para lá de incômodo jejum de 11
anos sem faturar um Estadual.
Em âmbito nacional, mais
fatores motivacionais. Bahia e Vitória têm fortes metas para o segundo
semestre. O Esquadrão deseja fazer bonito no Brasileirão e,
diferentemente de 2011, passar longe da disputa contra o rebaixamento. O
Leão, por sua vez, não aceita permanecer mais um ano na Série B. O
acesso, sem falta, tem de vir em 2012. Para tanto, os dois gigantes do
Estado chegaram a mesma conclusão: só um time forte com sua base montada
desde o início da temporada e o respaldo pela conquista de mais um
título baiano darão a força necessária
para que os grandes objetivos do ano sejam alcançados. Por isso, os
presidentes dos dois clubes já afirmaram: vencer o Baianão 2012 é
prioridade.
E o melhor: pela primeira
vez na história, Bahia e Vitória terão arrecadações anuais na casa dos
R$ 50 milhões. O valor é maior, por exemplo, dos que os quase R$ 40
milhões do tricolor e dos R$ 25 milhões do rubro-negro na temporada
passada. Para 2012, expectativa de salários em dia, maiores investimentos e, consequentemente, grandes jogadores
no elenco. No Esquadrão, Morais, Marcelo Lomba, Titi e Ávine puxam a
fila. No Leão, as estrelas são Marquinhos, Rodrigo, Robston e Geovanni.
Interior forte -
Contudo, ao que tudo indica, a dupla de gigantes deve ter ‘pedreiras’
pela frente. Afinal, os elementos que potencializam o Baianão 2012 como
possivelmente o melhor do século até aqui estão longe de se resumir a
Salvador. Afinal, o feito do Bahia de Feira no ano passado, somado à
conquista do Colo-Colo em 2006, provam que o futebol do interior pode,
sim, superar o da capital. Sendo assim, são mais dez candidatos.
Este ano, o discurso
geral dos dirigentes de todas as equipes é o de entrar no campeonato
para brigar pelo título. O resultado foi a chegada de uma série de
reforços de impacto. Em sua maioria, atletas veteranos e de sucesso em
grandes equipes no passado.
Em geral, são
contratações que, se não são chegaram aos clubes com o mesmo vigor
físico de outrora, ainda merecem crédito pela qualidade técnica já
demonstrada. Além disso, com experiência e um histórico positivo, podem
transmitir a confiança
necessária para alavancar a auto-estima de suas respectivas equipes. De
quebra, os tais medalhões dão um charme especial a esta edição do
Campeonato Baiano.
A lista de veteranos
badalados é de perder de vista. No Bahia de Feira, há Jackson, 38 anos,
ex-Vitória, Palmeiras, Cruzeiro e de rápida passagem pela Seleção. No
Fluminense, destaque para o folclórico centroavante Brasão, 30 anos,
ex-Atlético-PR e Santa Cruz, e para o meia-atacante Allan Dellon, 33
anos, cria do Vitória. No Camaçari, mais um meia-atacante: Robson Luis,
34 anos, antigo destaque da dupla Ba-Vi. Ele se junta, no time do Polo, a
Júnior Tuchê, zagueiro, e Joãozinho, atacante, ambos 34 anos e
ex-Vitória. O Juazeirense, por sua vez, ataca como os também folclóricos
Clodoaldo Matador, 32 anos, ex-Fortaleza e Ceará, e Fábio Saci, 29
anos, ex-Bahia e Vitória.
Portanto, estrela é o que
não vai faltar neste campeonato. Competitividade, pelo visto, também
não. Motivação, muito menos. Agora, ao torcedor, é vestir a camisa de
seu clube, empunhar a bandeira e acompanhar o maior Baianão do século
XXI.
Fonte: Atarde OnLine
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